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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Disso, você não sabia.



Quem te vê hoje chorando enquanto eu danço parecendo não me importar
Não sabe que chorando, muitas vezes me deixou, indo embora sem se abalar.
Quem te vê assim, tão abandonado por alguém -que só agora- você resolveu amar, não sabe que maior parte do tempo eu me sentia só, mesmo estando com você porque o 4° plano da sua vida era meu lugar.
Quem te vê assim, tão desprotegido e vítima das acusações que lhe dirijo
Não sabe que sua proteção eu não tinha quando insultavam-me sem motivo.
Quem não vê mais brilho nos meus olhos ao olhar pra você, e não consegue
entender, não sabe que antes, brilho não me faltava, era tanto brilho, que
transbordava pelo canto do olho. E no seu tinha sim, quando você falava
dos seus sonhos, sonhos esses, que eu parecia não estar incluída.
Excesso de brilho no meu pela falta de brilho no seu.
Quem te vê assim sem fome por minha causa, não sabe que hoje me privo de cafeína pela labirintite emocional que você me causou por causa da porcaria da sua farda.
Quem me vê apaixonada por outro cara, não sabe que eu te pedia todos os
dias pra não deixar isso acontecer, tinha necessidades que você nunca se
esforçou pra suprir, e se o fazia, pra você era um esforço sobre-humano.
Quem te vê insistindo em me ligar e mandando mensagens que eu não repondo, Não sabe que eu me inspirava pra lhe mandar uma quase todo dia, que eu só sabia você tinha recebido porque meu Nokia dizia "mensagem entregue".
Quem escuta seus desabafos, e morre de dó de você e ódio de mim,
Não sabe que também eu, cansei os ouvidos de todas as minhas amigas,
e todas, sem exceção, me recriminavam por ainda insistir em você.
Quem um dia achou que eu tivesse com você por causa da sua farda ou por
causa do seu carro, não sabe que me apaixonei por você quando ainda eras
um menino que passava o dia dormindo e que pra você conseguir seu carro, (aquele que era uma de suas prioridades)eu fui fundamental, te ajudei só pra ver você feliz. porque carro, nunca fez a menor diferença pra mim.
Você podia não ter onde morar, eu só queria que você me amasse e demonstrasse.
Não queria seu descaso, sua frieza, não queria ter escrito tantos textos pra você, aqueles que você nem lia. Não queria ter que escrever esse, que agora, certamente, vai ler.

E você resolveu demonstrar seu amor muito tarde, te dei oportunidades
demais, mais do que você merecia. Não te culpo , você não tem culpa
de não ter me amado antes. só não me culpe agora por não te dar hoje o que
você não me deu ontem. a gente só recebe aquilo que dá.
Pois que me odeiem por isso. Eu, não vou odiar ninguém. Nem você.
só peço que se afaste de mim. você e todas as pessoas que tem pena de você
Porque eu não aguento mais chorar por quem não gosta de mim.

Mas não seja 'Besta', não seja 'Trouxa', não acredite nas minhas lágrimas.
estou só me fazendo de vítima, e isso é odiável.

Thalita Araújo.

domingo, 17 de junho de 2012

Só enquanto for recíproco.


 Não sei de onde você tirou essa idéia que podia entrar e sair da minha vida nessa rotatividade infernal. Não sei de onde você tirou a idéia que podia escolher qual relação teria comigo, e mudá-la, sem aviso prévio, ao seu bel prazer . Talvez pelo meu silencio, e minha fragilidade diante de ti. Talvez pelas palavras que me faltavam na sua presença, apesar de me dar tão bem com elas. Talvez o brilho dos meus olhos ao te ver, me denunciou e te fez pensar que me tinha nas mãos. Pensamento este, confirmado pela minha total falta de pulso, quando eu deveria te dizer ‘não’, toda vez que voltavas tristonho pedindo meu colo, meu corpo. É meu caro, não posso sequer te culpar por completo, pois sou responsável por minhas escolhas. Sei exatamente como agir. Minha cartilha de "Como se comportar em um relacionamento" é digna de um  Phd formado em Harvard. Mas meu coração é tão marginal que não consegue seguir nenhuma regra, nem as que eu mesma criei. E como metade de mim é coração e a outra metade também: Quebro a cara. Sempre. Como se fosse a primeira vez. Ta aqui este blog que não me deixa mentir. Já quebrei muitas vezes, sinto muito, mas isso não é um privilégio seu. Apesar de viver dizendo que chegou pra fazer a diferença, no fundo, você foi como outros, se não o pior. Você foi só a parte da estrada. Não o destino. Não a última parada.

Você, dentro dessa bolha de ego, sempre bateu no peito pra dizer que era homem e não menino. Bom, ser homem pra mim é mais que ter barba na cara e pagar a conta do restaurante. Ser homem é saber o que quer. É bancar as próprias escolhas. É ter maturidade pra discernir o que é melhor pra sua vida e humildade pra saber que não pode agarrar tudo com as mãos. Nossos primeiros rompimentos foram muito dolorosos, mas hoje percebi que não tava doendo tanto assim. Troquei a lamentação da saudade dos bons momentos pelo alívio de saber que não viveria mais essa pseudo-relação agonizante que estava sempre espreitada por um telefonema ou sms que poderia acabar de vez com esse quase. Troquei a tristeza de ouvir suas frases sobre futuro na qual não me via, pela tranquilidade de saber que sua vida e o que você faria dela não era mais da minha conta. Só sei que é muito bom não ter que esperar por quem ficou de vir e não veio. É muito bom não estar na defensiva. É bom não pisar em ovos. É bom não me impor a obrigação de agradá-lo sempre. E sabe porque? Porque depois de tantas tentativas frustradas, o que fala mais alto é a desesperança e o instinto de sobrevivência. Mesmo com toda sua malandragem, vindo até mim tentando me convencer de que não aconteceu nada demais e que eu to fazendo drama barato, não conseguirei ceder, por mais que eu quisesse. Mas apesar de marginal, meu coração segue uma única lei que é sagrada: lei da reciprocidade. Demorei um pouco mas entendi que isso, na verdade, nunca existiu. Portanto, é o fim da linha pra você. Desça, porque eu não te levo mais pra passear nas curvas do meu corpo e nem do meu coração. Enquanto isso, você fica ai, esperando não sei por quanto tempo o outro bonde desocupar pra te levar pra passear em curvas nem tão perigosas e nem tão sinuosas assim, deixando outro se perder em mim. E você se achar em lugar nenhum.

Thalita Araújo.

sábado, 3 de dezembro de 2011

O Oposto da Coragem



"É difícil ter a vida invadida por um covarde, é difícil porque por mais que a sua bravura seja enorme, ela nunca será suficiente para conseguir amenizar a covardia do outro, e então o covarde fere a si mesmo, fere seus ideais e por fim fere a todos que o cercam. E não é apenas uma condição de personalidade, a covardia é uma falha no caráter. (...) a covardia é uma escolha e como tal é feita sob total consciência. Um covarde tem total ciencia de sua covardia." (Marina mello)

Deus quando criou você esqueceu-se de te dar coragem, e quando me criou esqueceu-se de me dar inteligência emocional. Por isso somos assim: Você, esse patético covarde, e eu, essa anta romântica que fica dando murro em ponta de faca.
Eu já deveria ter me acostumado, afinal vivi anos ao seu lado sendo atingida por qualquer um sem que você se desse o trabalho de me defender. Pra você, até o porteiro tinha mais razão do que eu. E permitiu que fizessem do seu ouvido pinico pra escutar um monte de merda de gente do seu seio, sabidamente fofoqueiras e mal amadas, que queriam mais era que eu me fodesse. E onde estavas tu? Em cima do muro. Lugar preferido dos covardes.
Depois disso conheci seu lado hipócrita, que eu jurava que só existia nos outros homens. Juras de amor, promessas de entrega total, escândalos de ciúme com direito a braço roxo e tudo, mas o que eu não sabia era que você, nesse meio tempo, não se importaria em pegar metade do prédio se dessem sopa. Colocando desculpa na carência, e a culpa em mim, claro. Tudo com o incentivo e aval dos seus novos melhores amigos de infância. É tocante o carinho que eles tem por você, me diz, quem não iria gostar de um amigo assim? Tão prestativo, tão generoso e tão manipulável? Assim, até o demônio iria gostar de ser seu amigo.
Eu só queria que você tivesse coragem pra assumir suas vontades, sem precisar ficar mentindo e tapando uma mentira com outra. Eu só queria que você não me enganasse. Não me quer? Ótimo, me deixe em paz. Me quer? Mostre, assuma. E não seja tão covarde a ponto de usar a conseqüência do seu primeiro erro como justificativa para seu segundo -e maior- erro. Pare de dizer coisas e agir de maneira oposta, isso é ridículo. Não te faz honrar as calças que veste. Infelizmente, coragem não é algo que se compre na farmácia, como as camisinhas que você compra pra comer a sem sal da sua vizinha nas escadas enquanto eu durmo.
Se não for pra dizer com convicção, que é a mim que queres, e fazer, de fato, diferente, nem perca seu tempo me mandando mensagens pra saber se eu estou bem, ou querendo ter a mesma conversa pela milionésima vez. Porque eu sou PhD nas suas promessas, comigo não cola mais. E só pelo fato de não fazer parte dessa sujeira que me embrulha o estomago, eu já to lucrando, acredite. O bom disso, é ver no horizonte a quantidade de novas possibilidades que surgem pra mim todos os dias. Por isso, meu bem, vá em frente, não tenha pena de mim, porque nós dois sabemos quem é digno de pena nessa história.
É triste saber que joguei três anos da minha vida insistindo numa coisa que desde o começo estava fadada ao fracasso. E esses mesmos três anos couberam numa sacolinha pequena de supermercado. Fico triste porque na hora de escolher, você ficou em cima do muro de novo. Ficou em dúvida entre eu e meia dúzia de gente que não tem absolutamente nada a lhe acrescentar. Não sabe o que quer? Foda-se você, Foda-se esse amor, Foda-se seus amigos. Por isso é que eu escolhi por você. Porque nem isso você teve coragem de fazer. Escolhi por mim. Escolhi viver sem mentiras, sem agonia, sem disse-me-disse, sem desconfianças. Escolhi viver sem essa pessoa que você se tornou, e que eu não conheço mais. Mas deixe-me lembrá-lo de algo: Do lado de lá do muro não terá meu beijo, não terá meu rebolado, nem o cheiro do meu cabelo.
Me achou grossa? isso é o resultado de todas as merdas que você fez, e com total consciência. Depois de tudo você ainda tem a cara de dizer que me ama? Ah por favor, você nem sabe o que é isso!


Thalita Araújo

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Quando se der conta




Um dia você vai esta sozinho,vai fechar os olhos e tudo estará negro.
Os número da sua agenda passarão claramente na sua mente, e você não
terá nenhum para discar. Sua boca vai tentar chamar alguém...
Mas não há alguém solidário o bastante para sair correndo e lhe dar um abraço, ou te colocar no colo, ou acariciar seus cabelos até que o mundo pare de girar..
Nessa fração de segnudos quando seus pés se perderem no chão,você vai lembrar da minha ternura e do meu sorriso infantil..
Virão súrbitas memórias dos meus abraços e beijos,da minha preocupação com você e só vão ter algumas músicas repetindo no seu rádio: as nossas.
Em um novo momento você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração e vai torcer bem forte para ter o nosso mundinho delicioso de novo.
O nome disso é: SAUDADE, aquilo que eu tinha mesmo estando com você e te falava sempre. Quando você finalmente discar o meu numero,ele estará ocupado demais, ou nem será mas o mesmo, ou até nem queira mas atender.
Se você bater na minha porta ela estará muito bem trancada, se aberta mostrará vazia.
Seus olhos te ensinarão o que são LAGRIMAS, aquelas que eu te disse que ardiam tanto.
O nome do enjoo que você vai sentir é ARREPENDIMENTO.
E a falta de fome que virá chama - se TRISTEZA.
Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer...
E ninguém te olhar com os meus olhos encantados.
Você encontrará a famosa SOLIDÃO.
A partir daí o que acontecerá chama - se SURPRESA.
E provavelmente o remédio para todas essas sensações.
È o tal do TEMPO que você tanto falava.

autor desconhecido

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Amor e outras drogas.




Parecia até uma profecia.
- Porque você não fica comigo?
- Pelo mesmo motivo que não uso drogas.

Minha mãe me disse pra eu não usar drogas, o que é razão. Disse pra eu não me apixonar por quem não devo, o que é o coração. A cabeça é razoavelmente controlável, mas o coração é vagabundo,o que é o ridículo.
E se esse tipo de amor é uma droga e o coração é irracional e vagabundo, o resultado é catastrófico. Apenas uma dose do amor daquele irresistível e adorável cafajeste. É suficiente. Vicio.
Porque, sim, ele sabe exatamente o quê, como, em que momento dizer exatamente o que se quer ouvir. Porque, sim, ele sabe como e em que momento te tocar onde você quer ser tocada. Fazendo você sentir calafrio, uma alegria desmedida, vontade de rir pro vento, fazendo você sentir-se poderosa, dona do amor, dona do mundo. Mundo que você esquece enquanto saboreia os efeitos desse sofrimento travestido de aventura. E se, assim como a droga, esse amor é proibido, a sensação vai a enésima potência, chutando baixo.
E é obvio que você sabe que não se deve usar drogas. Tem algum motivo pra ser proibido, em coisa boa não deve resultar. Sua anta, você não vê as campanhas televisivas? Você não ouviu o que sua amiga te disse? E o que sua mãe disse? sua razão? Seus princípios? Não? Não é possível! Nem seus princípios? Não! E ai de quem se opuser. Perdoe-me, vicio é vicio, a cegueira momentânea, efeito colateral, me permite que eu o defenda com toda força e convicção. Sentir o mundo parar nos braços dele é mais importante do que qualquer consequência. Neste caso, consequências futuras não podem ser medidas com exatidão no presente, é uma questão de lógica.
Mas, a menos que o mundo se acabe, o futuro sempre chega, e traz com ele as tais consequências, outrora ignoradas. E você pensa, enxerga, pondera, analisa e com uma força que você tirou Deus sabe lá de onde conclui: Chega de felicidade vazia, chega de alegria em partes. Basta. É hora de parar.
E essa, meu amigo, é a fase mais difícil. É duro entender que um coisa tão boa faz tanto mal, é duro aceitar que você não vai mais sentir aquele frio na espinha, e aquela carga de adrenalina, que mil voltas dava pelo seu corpo em fração de segundos. E é disso que se sente falta. O corpo quer, o corpo pede. O coração quer, o coração pede. Isso chama-se crise de abstinência. Mas se os 12 passos funcionam para narcóticos, devem funcionar pra essa droga também.
"Só por hoje não quero mais te ver, só por hoje não vou tomar minha dose de você(...) E essa abstinencia uma hora, vai passar"
Mas que bom que o coração tem poder de se regenerar e se apaixonar de novo. porque há outras drogas que proporcionam outras sensações. Porque a diferença entre a dependência de narcóticos e a dependência desse amor, é que a primeira não tem cura. A segunda tem.
E a próxima vez que eu quiser me viciar, escolherei uma "droga" lícita. Livre. Desimpedida. Pois se não der certo, eu carrego só a dor e não culpa. Porque sofrimento passa, culpa é para sempre.



Thalita Araújo

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Lição



Qualquer palavra que eu tente usar pra descrever o que eu senti quando ouvi aquelas frases, só minimizará o sentimento, pois é impossível mensurar a dor que se fincou no meu peito. Até agora, não sei de onde tirei forças pra fazer de conta que aquilo não tinha me feito sentir a mais idiota das criaturas, dizer "ok", levantar, cruzar a porta e as escadas, pra longe dele. Pasma, decidi ir embora daquela atmosfera, que testemunhara o começo, o meio e o fim do fim daquilo que, na verdade, só era verdade pra mim. Rápido, vamos! Não iria mesmo ouvir nada que me dissesse o professor de história. Cheguei no carro, sentei no banco, pus a chave na ignição. Parei. incrédula, respirei fundo. Levei a mão até a cabeça, me veio um flash back de tudo. E naquele instante as coisas começaram a fazer sentido. Uma mão amiga no meu ombro, confortando-me, infelizmente, sem êxito. Senti a ficha cair junto com as lágrimas que borraram o olhinho de gato que ele dizia adorar. Entreguei-me aos soluços, sem me importar com o olhar dos clientes do bar da frente, que me fitavam curiosos através dos vidros eternamente sem fumê. Nunca pensei que pudesse sentir tanta coisa ruim ao mesmo tempo, tudo misturado. Obedecer as regras do trânsito era a última coisa em que pensava. Felizmente estava calmo (contrastando com meu coração) pelo menos isso, bater o carro era tudo que eu não precisava naquele momento, a menos, é claro, que fosse nele. O telefone toca. Ele. O que mais poderia querer? Confirmar ou negar o que havia me dito há minutos atrás? Não faria diferença, eu não acreditaria em uma palavra sequer, não mais. E a noite se fez larga, não consegui dormir procurando entender como podia vir tanta frieza, de onde, antes, vinha tanto calor. Adormeci, despertei, virei, mexi, chorei, cansei, adormeci novamente. E Naquela manhã acordei " mais cansada que sozinha."
Eis que uma voz doce e chorosa, advogando, tenta me convencer que foi tudo estratégia pra que eu o esquecesse por meio do ódio. Mas não o avisaram que ferindo um coração, ele vai marcá-lo para sempre, deixando lá a cicatriz, causando justamente o efeito contrário. E ao invés de esquecido, será lembrado para sempre como uma referência negativa.
Quer seja mentira, quer seja verdade, não importa, foram palavras extremamente desnecessárias e gratuitas. Para confirmar sua vitória, o ganhador não precisa ferir ainda mais o perdedor, porque a própria derrota já se encarrega da dor. Mas pensando bem, vitória ou derrota é uma questão de ponto de vista. Se foi o presente de grego o que perdi, então, na verdade, eu ganhei.
Levo disso tudo, menos inocência, menos doçura e uma dura lição: É perigoso demais entregar seu coração pra alguém e deixa-lo fazer o que quiser com ele. Pois Deus o fez com muito carinho e te entregou novinho em folha, é sacanagem dar na mão de qualquer um.

21 de setembro de 2011, dia da árvore. Aposto que ele nem lembrava.

Thalita Araújo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Obrigada.



De todas as bobagens que você me disse, boas e ruins, uma eu não esquecerei
jamais. Você não conseguiu me amar? pois bem, deixe-me te agradecer:
Obrigada por não dar a mim esse amor controverso e desleal. Amor que machuca que faz mal. Amor que aprisiona sem que se dêem conta, por estar camuflado em tanta emoção. Assim como uma droga que te adoece o corpo e a alma, e ainda consegue fazer-se necessidade e anestesia pra dor que ela mesma provoca. Obrigada pelas vezes que me fizeste sentir tal qual válvula de escape. E por me manter sempre do lado de fora da casinha de alicerce podre, da qual, por medo, se recusa a sair. Obrigada por ter me aquecido às vezes, quando por algum motivo você saia dela e me encontrava lá fora por acaso, tremendo de frio esperando seu calor. Obrigada por ter sido só às vezes, você me fez ver que eu queria calor sempre, e não uma fogueira de palha que mesmo intensa, apaga-se no primeiro vento que dá. Obrigada por não me poupar das verdades que me doíam tanto ouvir, elas me fizeram forte, calejaram meu coração para as demais verdades que viriam, e para as que ainda virão. Obrigada por ter me adorado, ao invés de ter me amado. Gente que adora tem a rodo por aí. Ser especial é ser mais do que isso que você foi pra mim.

"Hoje deixei de sentir pena de mim por estar sem você,
agora sinto pena de você por estar sem mim."

Porque meu amor é limpo, é inteiro, é quente, é leal. Ele é meu espelho, pois
assim também sou. Você sabe, em algum lugar da sua mente deve estar intacta a lembrança da amostra grátis que lhe dei, grátis no amplo sentido, pois nada fizeste para merecer tal cortesia. Não negarei, porém, que me deste carinho e atenção ainda que em doses homeopáticas, e que eu realmente acreditava, até ontem. Hoje, me presenteias com uma imensurável decepção, quartos escuros e muitas lágrimas, as mesmas que escondo na sua presença. Deixaste-me apenas a saudade da maldita ilusão que me enfiaste goela a baixo, a que vomitei naquela manhã, tamanho o enjoou que senti ao ver a falta de coragem estampada no seu semblante conformado.
E principalmente, Obrigada por tudo que me disseste a sangue frio. Conseguiste com isso, o que queria: Arrancar de forma irreversível o resto das raízes que ainda restavam da frágil 'arvorezinha', que a minha revelia, nasceu e conseguiu, por um tempo, sobreviver em meio a tanto lixo.
Não conseguiu me amar? É mesmo uma pena... Pra você.
obrigada por isso.

Thalita Araújo.

sábado, 17 de setembro de 2011

Meu eu em você



O quarto estava em silêncio, mas ela podia ouvir, de dentro pra fora, de minuto em minuto, a porta bater com toda a força. Escuridão e luz. Os dias escapavam pela greta da janela, mas o eco dos gritos que ali foram desperdiçados, jamais se calaram de vez. Parou de chover. As lágrimas secaram toda a dor, e o vazio se instalou onde os sentimentos costumavam ficar.

Roupas no chão, copos no armário, gavetas abertas e um coração faltando pedaços. Toda aquela bagunça não fazia a menor importância. Ela se sentia suja mesmo depois de 100 banhos. Cada centímetro do seu corpo fedia arrependimento.
Estava realmente sozinha. (...)

Agora não a resta mais nada. Nem esperanças. Só um papel e uma caneta falhando. Escreveu no canto de uma folha com um desenho qualquer: "Todo dia 1° só me deixa um mês a mais longe de tudo que vivi com você." Depois, com a folha na mão, subiu as escadas, e na cobertura, olhou para baixo e se imaginou caindo. Podia sentir o vento no seu rosto. Depois de tanto tempo longe de tudo, isso parecia a solução. Aquele era mesmo quase o fim, quando ouviu:

Jovem garota dos cabelos negros, vejo você todos os dias através do espelho. Estou aqui, em janela bem perto de você. Escute o que eu tenho pra dizer, não se sinta louca por isso. Ninguém consegue enxergar o que você sente. Isso é seu. Exclusivamente seu. E mesmo que não acreditem, essa é a única verdade que faz diferença no final.

Nunca importa apenas quem errou. Sofre mais, quem ama. Agora escuta e acredita: Quem ama também erra. Não se culpe pra sempre por aquilo. Antes de exigir o perdão, perdoe-se. Orgulhe-se pela coragem inoportuna. Poucas pessoas assumem. Faça o que tiver que fazer, sinta o que tiver que sentir. Feche as portas, se tranque em um quarto escuro e pense que a vida é um saco, mas nunca, nunca queira fechar os olhos antes da hora.

Estou bem aqui, vendo o que você vê, sentindo o que você sente.
Na sua alma. Nos seus olhos. Eu sou você.






Bruna Vieira

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Outro Tempo.


Clique para ampliar.

Ana Carolina.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O último que eu amaria



Eu nunca aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu....
Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Simplesmente isso. Você, a pessoa que eu ainda vejo passando no corredor e me levando embora, responsável por todas as minhas manhãs sem esperança, noites sem aconchego, tardes sem beleza....
Sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinto falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.
Prometi não tentar entender e apenas sentir, sentir apenas (...)
Sinto falta do mistério que era amar a última pessoa do mundo que eu amaria.


Tati Bernardi.
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